Começou na manhã de hoje, no STF, o "debate" sobre aborto de fetos anencefálos, este vai continuar no dia 28 e depois retomado no dia 4 de setembro, em um total de três dias de debates. A decisão deve sair em outubro ou novembro desse ano, afinal a ação é de junho de 2004
Na audiência de hoje o debate ficou no empate: 2 a favor, 2 contra e um querendo mais pesquisas.
O primeiro a falar foi o padre Luiz Antônio Bento, representando a CNBB. Claro que este foi contra a questão, não é nenhuma novidade que boa parte das entidades católicas sejam contra essa questão.
Em seguida veio Marlene Rossi Severino Nobre, presidente da AME (Associação Médico-Espírita do Brasil), ela também deu opinião contra o aborto e falou: “Ouço falar de direitos da mulher, mas não há direito da mulher quando falamos de um direito que se sobrepõe, que é o direito a vida”. (Acho que ela esqueceu que um feto sem cérebro não sobrevive por muito tempo, mas tudo bem, cada um tem o seu ponto de vista.)
Agora vem a parte surpreendente do dia de hoje! O bispo Carlos Macedo de Oliveira, representande da IURD, foi favorável a questão do aborto. Este lembrou que o caso diz respeito aos direitos e à saúde da mulher, e que a decisão de antecipar ou não o parto nesses casos cabe a mesma. (Eu não sou de concordar com pessoas da IURD, mas como descordar desta opinião? É a mesma que tenho desde que tive uma opinião formada sobre o assunto.)
Maria José Fontelas Nunes, presidente da entidade Católicas pelo Direito de Decidir, teria tudo para ser contra também, mas pelo nome podemos perceber que não é bem assim. Ela colocou que a mulher tem o direito de optar por fazer ou não a antecipação terapêutica do parto neste caso.
O voto do médico Rodolfo Acatauassú, que poderia desempatar o debate de hoje, foi a favor de mais pesquisas sobre a questão. Ele falou que é necessário que a medicina avance na pesquisa sobre o nível de consciência das crianças nascidas com deformações no cérebro antes de se definir o polêmico tema da interrupção da gravidez. (Como pode haver pesquisa se o principal não existe? Como procurar consciência em algo que não tem cérebro? Eu não entendi qual foi a desse médico.)
Agora é esperar pelo próximo debate na quinta-feira e ver como vai seguir a "votação".
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